Violência, compaixão e graça!

É com perplexidade e angústia que vemos a deterioração dos princípios em nossa nação e no mundo todo, o que leva a um número cada vez maior de vítimas de crueldade, agressões e violência, sem isentar crianças, adolescentes e jovens, sem diferenciar classe social, conhecimento, ou etnia. Mesmo sabendo que tais coisas sempre existiram, os índices assombrosos que vemos hoje em dia, nos indicam que a humanidade está mergulhada na mais densa treva moral, espiritual e social.
Desde as primeiras especulações sobre as razões para a violência, voltamos para o assassinato de Abel, por seu irmão Caim, um trágico evento dentro da primeira família, já fora do Jardim de Deus, depois da queda. O comportamento violento, inexplicável, inescusável de Caim tem sido motivo de muitas pesquisas por estudiosos, ao mesmo tempo em que se repete através da história, das fronteiras geográficas, religiosas, filosóficas e morais, sem que se tenha encontrado, ao longo dos anos, solução para os perpetradores ou consolo para as vítimas, fora do entendimento de qual seja o propósito de Deus para o homem, indivíduo, comunidade e nação, e o incansável intento de seu arqui-inimigo em matar, roubar e destruir.
Este não é um jargão cristão, nem uma explicação superficial ou insensível, mas uma realidade da qual muitos ainda não se deram conta, e sofrem com seus vícios, suas patologias, enquanto fazem sofrer inocentes, mutilando vidas exercendo uma nefasta influência na sociedade. São roubadores de esperança, de sonhos, de inocência, e de pureza, aprisionando em culpa, vergonha, raiva, e medo, aqueles a quem envolvem em suas teias de sedução, dependência e manipulação.
Para esses a cura vem através do perdão incondicional, que liberta de emoções nocivas, renova a memória de lembranças dolorosas, e dá uma nova página, para que o protagonista escreva sua própria história. É necessário paciência e tempo. E mais tempo, e mais paciência. E também não desistir de si mesmo, lembrando que Deus, Ele não desiste.
Para aqueles, embora mais difícil, não é impossível. Os que entregaram seus membros como escravos do pecado, podem ser libertos por Aquele sobre quem foi colocada uma pesada cruz, e teve seus pés e mãos transpassados. O perdão concedido na cruz não mede pecados, nem culpas, simplesmente perdoa. Esse perdão reconhece que ninguém é digno dele, e por isso mesmo é tão grandioso, tão completo, tão cheio de graça.
E por falar em graça, todos os que sofrem são recipientes dela. É graça derramada, abundante, nunca falta, como infinito recurso daquele infinito amor. É graça inclusiva que chama a todos para entrar no seu abraço. Sem isenção, sem privilégios.
De simples que é, esta solução tem sido desdenhada. Parece impossível que a história do carpinteiro ressuscitado seja tão poderosa, e muitos não creem. Preferem continuar com suas dúvidas, com suas crenças e verdades relativas, à aceitar a verdade absoluta e eterna. A sofisticação mascara o sofrimento, e assentados à beira do caminho, continuam cegos, pedintes orgulhosos que se recusam a clamar ao único que os poderia salvar: Jesus, filho de Davi, tem compaixão de nós.

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Jocum Piraquara – CCL Brasil – Centro de Capacitação de Líderes –

1 thought on “Violência, compaixão e graça!

  1. Certamente esse texto nos faz refletir a respeito de posição esramos ocupando, porém independente da posição nos faz lembrar que temos Cristo que nos liberta, cura e salva. Amém pela palavra edificadora .

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